Trabalhar
como quem não tem prazo para acabar
Comprazer
em ver o tempo se desfazer
Colorir
quando não tiver mais onde ir
Eu me demoro por você
vir
29 de maio de 2011
15 de maio de 2011
"...as veredas que se bifurcam" II
É tanta palavra, tanta possibilidade
que a minha vontade às vezes esquece de si mesma
esquece o tom que queria
e fico perdido
no som e no ruído
na pausa e no sustenido
e lembrar é tão difícil
que o tempo se acaba assim,
no meio, sem fim
que a minha vontade às vezes esquece de si mesma
esquece o tom que queria
e fico perdido
no som e no ruído
na pausa e no sustenido
e lembrar é tão difícil
que o tempo se acaba assim,
no meio, sem fim
"...as veredas que se bifurcam" I
Os vários caminhos à frente
o possível nas idéias
o ainda-não, próximo
tanta angústia, tanta chance
um instante dilatado
em molde dourado
emoldurado
o possível nas idéias
o ainda-não, próximo
tanta angústia, tanta chance
um instante dilatado
em molde dourado
emoldurado
8 de maio de 2011
Domingo
Todo domingo sinto que vou morrer de saudade. Domingo é o ponto infinito, as reticências... Quando a alma suspira, um desalívio
Quando o tempo nostalgia, um delírio; Minhas palavras deliram nessa suave diluição do ser, a fronteira do céu aos meus olhos. A maré corre e o domingo é o refluxo dela na pedra, do meu amor na certa (água, do coraçãos às pálpebras)
Todo domingo mingua na sala vazia, enquanto acordo pra sonhar ao riso dela. Ai domingo, o retorno do círculo
um desarranjo do espírito
Quando o tempo nostalgia, um delírio; Minhas palavras deliram nessa suave diluição do ser, a fronteira do céu aos meus olhos. A maré corre e o domingo é o refluxo dela na pedra, do meu amor na certa (água, do coraçãos às pálpebras)
Todo domingo mingua na sala vazia, enquanto acordo pra sonhar ao riso dela. Ai domingo, o retorno do círculo
um desarranjo do espírito
Um grito amarelo
Das cores que me restam
só vejo aquela que é o elo
entre la mar e o sol
um grito baixo, a luz do poste
a low yell
só vejo aquela que é o elo
entre la mar e o sol
um grito baixo, a luz do poste
a low yell
7 de maio de 2011
Um círculo
Quem dera não ser
todo esse tempo verdade
queria um círculo, um sonho
de amor em amor, liberdade
(ou saudade?)
todo esse tempo verdade
queria um círculo, um sonho
de amor em amor, liberdade
(ou saudade?)
2 de maio de 2011
Esmero
Espero a hora de adivinhar
o beijo
é nunca sempre o mesmo
desejo
Que esmero então do tempo chegar
o velho viver, o barco partir
à sorte, o mar
o beijo
é nunca sempre o mesmo
desejo
Que esmero então do tempo chegar
o velho viver, o barco partir
à sorte, o mar
Hemorragia
Uma palavra viva
que escorra como sangue
que se espalhe pelo dia e pelo corpo
E assim que não me vêem
os outros,
então serei artéria
ressignificando a palavra-sangue
tão simples e completa
que calará toda verborragia
que escorra como sangue
que se espalhe pelo dia e pelo corpo
E assim que não me vêem
os outros,
então serei artéria
ressignificando a palavra-sangue
tão simples e completa
que calará toda verborragia
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